Samambaia. São Sebastião do Jaguary. Caracol. Andradas. Uma terra que nunca teve medo de virar outra coisa quando o momento pedia.
Nenhum deles parecia grande coisa na época. Todos mudaram tudo.
Felipe Mendes e o Guarda-Mor Antônio Rabelo de Carvalho saíram de Baependi numa viagem de exploração. Atravessaram o rio das Antas, cruzaram a Cachoeira Grande do Córrego do Tamanduá e pararam nas margens do Córrego do Cipó. Um ficou com a margem direita, o outro com a esquerda. Não sabiam que estavam dividindo o que viraria uma cidade.
O Coronel José Francisco de Oliveira trouxe vinte variedades de parreiras da França e plantou numa serra mineira. Uva francesa em Minas Gerais? Na década de 1950, Andradas tinha 44 vinícolas registradas e virou a maior produtora de vinho do estado. A aposta esquisita de um homem só virou a identidade de uma cidade inteira.
Marcon em 1912. Piagentini em 1892. Muterle. Mais de quinhentas famílias italianas deixaram tudo para trás e vieram parar numa vila chamada Caracol. Trouxeram o café, a uva, a cana, o fumo — e a teimosia de quem sabe que trabalho bem feito rende. Metade dos sobrenomes de Andradas hoje conta essa história.
A primeira edição aconteceu num modesto barracão coberto de sapé. Ninguém imaginava que aquilo viraria a festa mais tradicional da cidade e um dos motores do turismo do Sul de Minas. Coisa grande costuma começar assim: pequena, improvisada e com gente que acredita.
O nome Caracol vinha da serra que emoldura a cidade. Em 1928, pela lei estadual nº 1035, o município passou a se chamar Andradas — homenagem a Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, presidente de Minas Gerais. A cidade trocou o nome, mas não trocou o jeito.
Quem é daqui reconhece cada esquina dessas imagens.
Dados oficiais do IBGE — porque orgulho também se mede.
Uma das maiores taxas de escolarização de Minas Gerais. Mas quando o assunto é ensino superior, o andradense ainda precisa sair — IFSULDEMINAS em Poços, UNIFAL em Alfenas, ou atravessar a divisa para São Paulo. Nem toda formação precisa de mala pronta.
Andradas nunca esperou permissão
para plantar o que ninguém entendia ainda.
Foi assim com a uva. É assim com a IA.
A primeira escola de Inteligência Artificial da cidade nasceu aqui — feita por quem é daqui, para quem é daqui.
Conhecer a escola →Toda família andradense guarda uma história que ninguém escreveu em livro nenhum. A do parreiral que deu errado. A do tio que abriu a primeira loja da rua. A da enchente de mil novecentos e tanto. Escreve aqui — a gente publica e a cidade lê.
Sua história entra na fila de publicação. A gente lê, revisa com carinho e publica no mural.
📜 As histórias passam por revisão antes de aparecer no mural.
Seus dados não são usados para nada além disso.
Obrigado por guardar isso com a gente.
Sua memória entrou na fila de publicação.
Seja o primeiro andradense a registrar uma memória aqui. Sua história pode ser a que vai fazer outra pessoa lembrar da dela.